Para recuperar áreas degradadas… PRAD

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PRAD assegura que as atividades do empreendimento continuem sendo desenvolvidas, garante que os recursos sejam explorados conscientemente, preservando-o e protegendo os processos naturais do ecossistema.

O clima seco, típico dos meses de julho, agosto e setembro, é caracterizado pelas intensas queimadas. Além da falta de chuva e dos ventos fortes, as queimadas também são favorecidas pela ação de pessoas, que usam deste artifício barato e rápido, para limpar seus terrenos.

 

O problema é que esta prática traz inúmeros prejuízos ao terreno. O solo perde nutrientes e suas funções ficam comprometidas.

 

Mas não são só as queimadas que causam detrimento ao solo. Obras de construção civil, indústrias, agricultura, pecuária, silvicultura, mineração e outras inúmeras atividades também prejudicam – e muito – o solo.

 

Para resolver estes problemas, faz-se a recuperação de áreas degradadas. Dessa forma, se restabelece um ecossistema que foi degradado, danificado ou destruído.

 

O processo visa fazer com que a área volte a ter as características ambientais anteriores à degradação ou, características compatíveis com a função social e ambiental que aquela área desempenha. Isto significa que o principal objetivo é devolver as funções ecológicas ao solo explorado.

 

O Plano de Recuperação de Áreas Degradadas – PRAD – é baseado nas especificidades de cada área. Ele informa os métodos e as técnicas a serem empregados naquele terreno. Assim, a mantém à salvo de interferências externas que dificultem ou impossibilitem sua regeneração.

 

O PRAD pode ser requerido por qualquer pessoa que faça uso dos recursos naturais, e que desempenhe atividades que ofereçam riscos às propriedades do solo. Ele também é parte integrante do processo de licenciamento ambiental. As atividades degradadoras ou modificadoras do meio ambiente, podem necessitar de uma recuperação após a exploração. Este procedimento é passível de punições administrativas por causar degradação ambiental.

 

Para realizar o PRAD, considera-se quatro etapas:

1. Caracterização e avaliação da degradação ambiental.

2. Definição dos objetivos e análise das alternativas de recuperação.

3. Definição e implementação das medidas de recuperação como revegetação, estabilização química e geotecnia.

4. Medidas de monitoramento e manutenção das atividades corretivas implementadas.

 

Após a aplicação das medidas de recuperação, o solo retoma suas propriedades, tornando-se viável para diferentes atividades.

 

Escolher recuperar uma área degradada demonstra cuidado com o ecossistema e protege o meio ambiente para as gerações futuras. Somado a isso, um solo em perfeitas condições de uso, garante uma produção muito melhor. Isto é válido para todas as áreas como agricultura, silvicultura e pecuária. Para mais, garante a viabilidade de instalações futuras nos arredores, como obras e construções, indústrias, e áreas de exploração.

 

O PRAD também assegura outros benefícios como inúmeras possibilidades de uso do solo, saúde, segurança e produtividade do meio ambiente. Evita consequências indesejadas como esterilidade do solo, e desmoronamento de áreas, mantendo a diversidade ambiental, e garantindo a qualidade dos recursos renováveis.

 

A população também pode ajudar na preservação do solo e áreas ambientais, evitando queimadas, destinando o lixo para os pontos de coleta, evitando construções em regiões não especificadas, e contratando profissionais especializados para realizar qualquer intervenção profunda no solo.

 

Como a exploração do solo é algo praticamente inevitável numa sociedade moderna, recuperar a área após o uso significa retorná-la às condições desejáveis e necessárias à implementação de um uso previamente desejado e socialmente aceitável.

 

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